Amamentação e vínculo

 

Mamando

Hoje já se sabe que a amamentação na primeira hora de vida e até uns 2 anos de idade ou mais é muito importante para a dupla mãe-bebê, mas principalmente para o bebê. Isto se deve, além dos fatores nutricionais e de defesa do organismo, ao contato íntimo com a mãe. Falemos então das necessidades básicas do bebê humano: alimento, vínculo afetivo, cuidado sensível e atento.

A função materna é fundamental na vida do bebê humano, funciona como um organizador psíquico. Nascemos totalmente dependentes de cuidados e a qualidade destes é uma questão essencial para o bom desenvolvimento físico, mental e social. A alimentação, em termos psicológicos, está intimamente relacionada à demanda de afeto, à demanda de amor. Desta forma podemos perceber a importância da amamentação e do estabelecimento do vínculo afetivo entre a mãe e o bebê; o contato olho-no-olho, pele com pele.

O vínculo estabelecido entre o bebê e seus cuidadores e os próprios cuidados experimentados no início da vida formam a base para a forma com que essa pessoa vai se relacionar com o mundo, como vai amar e ser amada, sua auto-estima, o respeito a si própria, a capacidade de formar e manter relações e ainda a atitude básica do indivíduo perante a vida. A saúde futura e a paz social, segundo Ludwig Janus (1997), são determinadas conforme as circunstâncias da socialização primária, ou seja, destas primeiras relações da vida.

Algumas pesquisas mostram ainda a relação entre comportamentos violentos e patologias (depressão, obesidade, etc.) desenvolvidas em adultos que não estabeleceram vínculos afetivos satisfatórios na gestação e/ou nos primeiros anos de vida.

Ciência do início da vida

Sobre a importância dos cuidados maternos

Ontem, justamente quando postei um texto sobre “A saúde dos bebês”, recebi um email enviado pela Dr. Eleanor Luzes (Ciência do Início da Vida) com um vídeo anexado de uma apresentação  no Parlamento inglês do Lord Northbourne, que por 2 horas citou vasta  documentação científica sobre a importância dos cuidados maternos para o desenvolvimento de um adulto sadio física e mentalmente.

 Para quem se interessar clique aqui e assista. (lembrando que o vídeo está em inglês)

A saúde dos bebês

 

Auxiliar a saúde dos bebês = a verdadeira esperança para o futuro.

A mensagem desta frase foi enviada pelo American College of Orgonomy em uma carta que tive em mãos, esta semana.

Acredito que qualquer profissional da saúde, implicado em seus estudos e contribuição a sociedade, entenda o que isto quer dizer.

Não podemos mais continuar ignorando o fato de que a vida no útero é fundamental para o resto da vida do ser humano, como também o momento em que ele chega ao mundo, e ainda suas primeiras impressões, sua relação com este mundo.

Obviamente contamos com a inteligência, com a vontade, etc., com a capacidade do indivíduo em recriar sua vida, resolver seus conflitos. Contudo, a contribuição que é possível dar a este início de vida sabendo de sua importância e repercussão é fantástica e não deve ser menosprezada ou negada ao bebê pelo simples fato de estarmos todos vivos e termos sobrevivido até então ignorando este conhecimento.

Se reconhecermos em nossa sociedade a frieza, a indiferença, a falta de empatia e amor, reconheceremos a forma como tratamos nossos bebês, nossas crianças e seremos então capazes de imaginar que estas características se perpetuarão até que olhemos de fato para o início da vida de todo ser humano e reconheçamos o bebê como um ser vivo, consciente e pulsante com uma demanda única: AMOR.

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