O Renascimento do parto – Trailer

 

Depois de tantas discussões e argumentações…um filme sobre o Renascimento do Parto…das mulheres…dos profissionais… e de todos que se sensibilizarem!

Concepção, gestação e parto conscientes? Preparação Parental?

paisefilho

Uma mulher ou um casal pergunta: quero ter um filho, o que preciso fazer?

É muito comum que procurem um médico para se certificarem de que a saúde física vai bem. Então, porque alguém pensaria em procurar um psicólogo? Porque pode soar estranho “se preparar para ser pai/mãe?”.

Atualmente, existem inúmeros estudos a partir da neurobiologia, da psicologia e da orgonomia pré e perinatal, da epigenética, etc. que demonstram como o estado emocional dos pais antes mesmo de conceber o bebê influencia o seu desenvolvimento nas esferas biológica, psicológica e social. Esse conhecimento é mais antigo do que podemos imaginar, pois em diversas culturas antigas ele já existia(*). Hoje, porém, o avanço tecnológico aliado a transdisciplinaridade nos permite confirmar tal conhecimento à luz da ciência contemporânea.

Sabe-se então, que o trabalho psico-corporal-emocional-energético, nesse momento, pode trazer inúmeros benefícios para os pais e para os bebês, na medida em que os primeiros têm a chance de rever sua história pessoal, seu modo de ser e se relacionar e ganhar maior confiança, segurança e maturidade a fim de assumirem a tarefa de educar e auxiliar a formação do caráter de seus filhos. Por este motivo, algumas pessoas procuram esse trabalho quando sentem que devem ‘fazer’ alguma coisa, ‘mudar’, ‘limpar’ alguma coisa antes de se tornarem pais.

Questões familiares mal resolvidas, traumas, inseguranças, medos, etc. são algumas razões que motivam essa procura. Para essas questões, o conhecimento da história de vida de cada um, orienta o trabalho a ser feito, e comprovadamente, promove grande auxílio nas transformações biopsicossociais que ocorrem com a chegada de um bebê.

Quando questões problemáticas da história pessoal permanecem, manifestadas ou em estado latente, sem a consciência de sua existência, se tornam a herança familiar psíquica da criança fazendo com que estes problemas sejam transmitidos de pais para filhos. Nesse sentido, o trabalho de ‘limpeza’, se é que podemos nos referir dessa forma, além de promover saúde, pode prevenir a  repetição de padrões de comportamento rígidos inconscientes, modificando fundamentalmente o ambiente em que a criança irá se desenvolver. Um ambiente com menos angústia é um ambiente mais relaxado e prazeroso que permite através do verdadeiro Contato a expressão e o reconhecimento das  necessidades básicas de cada bebê. Esta é a base para uma vida futura saudável.

É também importante que abordemos aqui algumas críticas direcionadas a esse conhecimento com o intuito de esclarecê-las.

Em primeiro lugar, muitos acreditam que esta seja uma concepção determinista, ou seja, se o bebê passa por alguma dificuldade com seus pais, na gestação ou nos primeiros anos de vida, certamente terá problemas futuros. Na verdade, este conhecimento em si, não propõe uma visão determinista, mas, talvez, alguns cientistas o façam. Ao considerar a complexidade da vida humana, sabemos que uma pessoa possui plena capacidade de se recriar, de ganhar forças a partir de vivências consideradas difíceis, tão comuns à vida cotidiana. Contudo, a responsabilidade que acompanha todo conhecimento, nos faz pensar que nem por isso deixemos de ver suas contribuições. Se um conhecimento vem auxiliar o bom desenvolvimento humano, não é pelo fato de sermos todos sobreviventes à ausência dele, até então, que o torna dispensável. Mas, sabemos hoje, como podemos melhorar a vida, a genética, as experiências de cada bebê promovendo melhorias nas relações primárias, que por sua vez são alcançadas pelo trabalho de crescimento e amadurecimento dos que se tornam pais.

Em segundo lugar está o argumento da CULPABILIZAÇÃO dos pais, em especial, das mães. Ora, culpa e responsabilidade são, de fato, reconhecidamente diferentes. Imaginemos um exemplo: se uma gestante desconhece os malefícios do álcool para o desenvolvimento do seu bebê, nunca ouviu tal orientação, supomos que ao vê-la ter este comportamento de risco, o profissional que a acompanha fará uma advertência, irá comunicar os malefícios de seu comportamento já que são bem conhecidos por ele. Alguém questionará o fato desse profissional ter advertido a gestante dos riscos de seu comportamento e de talvez, com isso, fazê-la sentir-se culpada? A informação que traz o conhecimento é inseparável da responsabilidade que o acompanha e que requer a maturidade para ser assumida. Não devemos nos culpar por aquilo que não sabemos, mas nos responsabilizar na medida em que conhecemos.

Dessa forma, ao conhecermos os inúmeros fatores envolvidos no bom desenvolvimento do bebê humano, trabalhamos no sentido de promover os meios pelos quais ele pode se realizar.

 

Gostaria de conhecer mais?

Veja algumas contribuições:

Eleanor Luzes, MD, PhD – (*) http://www.cienciadoiniciodavida.org/

Thomas Verny, MD – http://www.trvernymd.com/

Marcy Axness, PhD – http://marcyaxness.com/book/

http://www.anepbrasil.org.br/

A Roda no Campo

Foi muito bacana estar no Campo de São Bento, conhecer e conversar com pessoas interessadas no trabalho oferecido pela Roda Materna, pessoas que conhecem o assunto e que querem conhecer. A Roda Materna foi recebida por lá com muito carinho e entusiasmo, sou muito grata a todos por isso.

Nos próximos finais de semana estaremos novamente pela manhã no Campo. Até lá!

Encontro Marcado

Nesse fim de semana, 11/08 e 12/08, a RodaMaterna estará no Campo de São Bento em Niterói/RJ para que você possa conhecer um pouco mais de perto este trabalho. Para quem puder e quiser está feito o convite! Venha conferir! Espero sua visita por lá!

A meditação na gravidez

Neste post venho falar sobre a importância do estado de relaxamento para a saúde mental e física da grávida e, como consequência, para a saúde do seu bebê. Um estado de estresse é vivido com variações hormonais, musculares, emocionais e psíquicas que produzem ‘desprazer’, ansiedade e no caso do bebê, menor aporte sanguíneo devido à constrição ou contração dos vasos sanguíneos. É  o que ocorre, por exemplo, no caso da hipertensão da mãe que produz redução do crescimento fetal e sofrimento do bebê quando não tratada e controlada. De acordo com a visão orgonômica, este estado é fundamental para a saúde, entendida como a capacidade de pulsar entre os estados de contração e expansão – tensão e relaxamento. Na vida “estressante” de hoje em dia percebemos na atividade clínica cada vez menos essa capacidade de pulsar nas pessoas.

Nesse sentido, a meditação auxilia o relaxamento, a sensação de estar presente e ‘acordado’, com o corpo ‘vivo’. Esta prática pode trazer inúmeros benefícios ao longo da gestação.

A atenção voltada para a respiração pode ser uma boa forma de começar nesse caminho, considerado difícil por muitas pessoas. Para meditar é necessário que haja uma boa dose de vontade para vencer a inquietude que aparece nas primeiras tentativas, mesmo que comece por um período de 5 minutos de silêncio. Nesse estado de quietude, onde a atenção está voltada para a respiração, algumas pessoas sentem angústia, medo, tristeza, etc. Essas emoções costumam aparecer se estiverem sendo bloqueadas e mantidas escondidas (consciente ou inconscientemente) pela pessoa, que quando relaxa e se aquieta, percebe o extravasamento dessa carga emocional, energética. É importante nesse momento se respeitar, deixar a emoção vir e senti-la passar, sabendo que uma emoção não costuma se manter por muito tempo se a deixamos fluir. Caso essa emoção perdure e a pessoa não encontre meios de sair dessa situação é recomendável que procure ajuda terapêutica. Lembremos que o primeiro passo para qualquer cura começa com o reconhecimento do que precisa ser curado, além da humildade para admitir e enfrentar os medos e defeitos que possuímos. É preciso ter decisão e coragem para começar o processo da terapia, quando começa a verdadeira faxina interna.

Voltando ao ponto da prática da meditação, também pode ser acompanhada de música e imagens. As mandalas são uma ótima inspiração e auxiliam a organização interna. Como mostrou Jung, as mandalas estão presentes em diversas culturas em todos os tempos e são realmente um instrumento simbólico e arquetípico de grande poder no psiquismo humano. Para as grávidas, que vivem um momento de grandes transformações, a meditação com as mandalas pode trazer muitos benefícios, promovendo o equilíbrio e um estado de relaxamento.

Na internet é possível encontrar as mais diversas formas de mandalas. Mas, também há a possibilidade de tê-la como objeto de decoração e harmonização dos ambientes da sua casa e até mesmo desenhos personalizados feitos por artistas que se dedicam a este trabalho. Uma dica é o trabalho muito bacana e inspirado da artista plástica Ludmila Coutinho que você pode acessar no site mandalasbrasil.wordpress.com

Enfim…com a postura ereta, escolha sua mandala, escolha sua música, respire profundamente e Boa Meditação! ;)

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