O que cabe aos pais?

Eu diria…aos pais cabe à educação amorosa, à transmissão de valores como respeito, bondade, fraternidade, empatia e compaixão. A falta desta educação moral e ética unida à ideologia individualista e mesquinha de nossa sociedade criam uma fábrica de seres humanos violentos, maldosos, maliciosos e orgulhosos.

A liberdade tão enfatizada por pais e educadores sofreu deturpações sérias ao longo do tempo. Juntamente com a valorização da liberdade, veio a confusão entre autoritarismo e autoridade. Os pais temem ser autoritários e assim deixam de exercer sua autoridade. A autoridade parental é fundamental para o bom desenvolvimento da criança. Acontece que essa dificuldade dos pais (certamente relacionada com o contexto histórico do país) serviu muito bem à lógica capitalista, neo-liberalista. Uma sociedade sem educação e limites torna-se fatalmente mais vulnerável. Na medida em que cuidado e limites estão intimamente relacionados com oferta de amor, produz-se uma sociedade carente de amor e sedenta por consumo. O que vemos como conseqüência disto são adultos imaturos o suficiente para não saberem como educar seus filhos e sentindo-se culpados por isso compram presentes, besteiras, guloseimas, tudo ou quase tudo que os filhos pedem a fim de suprir sua falta de contato profundo. O fato é que desta forma, sem um compromisso com a vida e seus valores éticos e morais, essa falsa liberdade atrelada ao amor imaturo e superficial tem sido passada de geração em geração pela grande maioria da população.

A miséria e a violência se perpetuam diariamente sem que as pessoas se dêem conta disso. O desenvolvimento de uma consciência crítica é fundamental e ouso dizer urgentemente necessária. O conforto que o conformismo e a inércia proporcionam vem acompanhado da miséria da humanidade.

 A escolha que deve ser feita está entre o que é certo e o que é fácil.

Vídeo sobre parto natural

Para confirmar e reforçar o que tenho publicado aqui sobre a importância da maternidade ativa e confiante, esse vídeo é um depoimento lindo e renovador de esperanças =)

Vídeo: Parto Humanizado na Prática

A importância do cuidado no pós-parto

Hoje dei uma palestra sobre esse tema e saí com a sensação de que a estrada é bem longa na direção de alguma mudança. Considerar a importância das primeiras experiências da vida do bebê para seu desenvolvimento saudável ainda parece que é uma conquista distante, distante dos olhos e do coração de algumas pessoas. Levar a sério as reais necessidades da gestante durante os nove meses e durante o parto também parece ser uma conquista ainda difícil. 

Mas como a persistência é válida e necessária nesse caso…

Ao nascimento do bebê, em sua primeira hora de vida é importante a amamentação, a troca de olhares com a mãe, o contato pele com pele, o calor do corpo, enfim, somente estar com a mãe. Se o bebê nasce saudável, não há justificativa para que seja separado de sua mãe, ela é e continua a ser seu ambiente, seu mundo. Essa proximidade ainda é fundamental para o sistema imunológico do bebê, na medida em que são os antígenos presentes na mãe, portanto conhecidos do bebê (defesa adquirida seja na gestação ou na amamentação) que primeiro habitarão seu intestino, formando a flora intestinal, tão fundamental à saúde física do ser humano.

Estes são somente alguns exemplos de benefícios do cuidado atento e informado no pós-parto imediato.

Depois…bebê saudável e mãe saudável…cuida-se de auxiliar e apoiar a mãe, seja nas tarefas de casa ou em seus conflitos e/ou alegrias, para que ela possa se dedicar ao seu(ua) filho(a). Desta forma, é importante realçar as potencialidades e a autoconfiança da mulher.

Esse é um recado importante a todos que rodeiam, que são próximos à mãe e ao bebê. 😉

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Entrevista sobre Humanização do Parto

Daphne Rattner, presidente da III Conferência Internacional sobre Humanização do Parto e Nascimento, fala sobre  humanização de parto no Programa Globo Comunidade.

Clique aqui para assistir

Mães pós-graduandas conquistam o direito à licença maternidade

Gente, queria compartilhar aqui essa  grande notícia!

A partir de agora as mães que fazem pós-graduação têm o direito à licença maternidade de até quatro meses com o pagamento das bolsas, desde que o parto ocorra durante o período de vigência do benefício. A decisão é da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), de acordo com a Portaria 220, publicada no dia 12 deste mês. O benefício é válido para todas as modalidades de bolsas.  

A concessão da licença maternidade às bolsistas atende a uma reivindicação da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) desde seu 1º Encontro Pensando Gênero e Ciência, em 2006, quando as participantes aprovaram a recomendação de que a licença maternidade fosse estendida às bolsistas do sistema CAPES/MEC e CNPq/MCT. 

A Ministra Nilcéa Freire encaminhou estas recomendações à direção dos dois órgãos, sugerindo a concessão destes benefícios. A conquista é também da Associação Nacional dos Pós-Graduandos que fez recorrentes campanhas reivindicando a extensão do pagamento.

Cientistas brasileiras podem exercer a maternidade sem desvantagem

A SPM reiterou a antiga demanda da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), da Coordenação da Área de Saúde Coletiva do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior sugerida pela representação da ABRASCO – Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva no Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM). Esta demanda também faz parte do Projeto de Lei 2315/2003 do Deputado Jorge Bittar (PT/RJ) que no artigo 5, que trata desta questão. 

Para a economista Hildete Pereira de Melo, coordenadora do Programa Mulher e Ciência na SPM, a decisão permite que as futuras cientistas brasileiras possam exercer a maternidade, que esta não seja um fator que as coloque em situação de desvantagem em suas carreiras e sim uma opção a que todas as mulheres têm direito.

(Fonte: http://www.sepm.gov.br/noticias/ultimas_noticias/2010/11/maes-pos-graduandas-conquistam-o-direito-a-licenca-maternidade)

Olá!

A Roda Materna surgiu da intenção de criar um movimento, uma ação de incentivo e reverência à experiência da maternidade, especialmente à maternidade ativa,consciente.

Espero que esse movimento, por menor que seja,  comece e reverbere como quando uma pedra é jogada em um lago provocando uma ressonância infinita. Isto porque acredito que a mudança na sociedade, tão desejada hoje em dia por tantas pessoas (como eu e talvez como você), só se torna possível ao olharmos para o início da vida. Todos nós, indiscutivelmente, chegamos a esse mundo através da concepção, da vida no útero e do parto, motivo suficiente para nos voltarmos a tal período da vida. E hoje, podemos dizer que é enorme o número de pesquisas acerca da psicologia e medicina pré e perinatal que confirmam a importância do trabalho de promoção de saúde e prevenção no início da vida do ser humano. Estes recentes estudos científicos reforçam um conhecimento tão antigo quanto nos mostra o registro da história da humanidade, de que a concepção, a gestação e o parto devem ser tratados como momentos de crucial importância para as pessoas envolvidas, a sociedade, a humanidade.

Wilhelm Reich, grande contribuidor da Psicologia, chamou este trabalho de prevenção da neurose, impedindo ao máximo possível que esta se perpetue de pais para filhos, para que as gerações futuras possam ter  um desenvolvimento mais saudável. Desta forma o trabalho com os pais antes da concepção, ou mesmo já na gestação é fundamental para que isto aconteça. Segundo este autor, este é o trabalho que realmente vale a pena ser feito na vida. 

Michel Odent, obstetra francês mundialmente conhecido, diz que este é o caminho para mudar o mundo.

E eu, concordando com estes dois grandes autores, quero dar minha humilde contribuição e fazer parte deste ‘pequeno’ projeto de mudar o mundo (rsrs).

Espero que o fluxo do movimento desta roda seja constante e repleto de energia, vibrante!

Grande abraço,

Beatriz.