Parto Orgásmico

 

Você já ouviu falar em parto orgásmico?

De acordo com pesquisas atuais voltadas para a compreensão do processo de gestação, parto, amamentação e vínculo e, principalmente, de acordo com relatos de muitas mulheres, o parto pode ser vivido como uma experiência de grande prazer, orgásmica.

Existe um documentário que foi dirigido por Debra Pascali-Bonaro (2007), chamado “Parto Orgásmico”. Nele ela traz a história de algumas mulheres, bem como a colocação de alguns profissionias conceituados na área, a favor da desmistificação do parto enquanto evento traumático e doloroso. Essa perspectiva de pensamento aponta para a autonomia e o empoderamento das mulheres na recuperação de seus corpos e partos, uma vez que foram entregues (evento histórico) ao controle médico por serem considerados potencialmente perigosos. Debra em uma entrevista diz:

“Se você não sabe das opções que tem é como se não tivesse nenhuma. Espero que ‘Parto Orgásmico’ seja mais que um filme, seja um movimento. As mulheres devem poder escolher a forma como querem ter seus filhos. Dar à luz é um direito humano. “[1]

CLIQUE AQUI para ver o trailer e o site Orgasmic Birth!

 


Um pouco sobre a realidade dos partos no Brasil

Uma amiga me enviou esta reportagem na TV do Espírito Santo e acho que vale a pena compartilhar.

Cesariana representa 43% dos partos realizados pelo SUS no Brasil

Conheça um casal que, no sétimo mês de gravidez, tem dificuldades em achar um médico que queira fazer um parto normal.

“O que era pra ser uma alternativa, virou praticamente regra: é por cesariana que nasce a maioria dos bebês no país.”

E quem vai explicar direitinho quem pode e quem não pode fazer parto normal é o doutor Luiz Alberto Sobral, que é médico do Hospital das Clínicas e professor da Ufes.

CLIQUE AQUI  para assistir a entrevista em vídeo com o médico citado e a reportagem na íntegra.

A cesariana já representa 43% dos partos realizados no Brasil no setor público e no privado. Nos planos de saúde, esse percentual é ainda maior, chegando a 80%. já no Sistema Único de Saúde, as cesáreas somam 26% do total de partos. O parto normal é o mais seguro tanto para a mãe quanto para o bebê. De acordo com a recomendação da organização mundial da saúde, as cirurgias deveriam corresponder a, no máximo, 15% dos partos.

Há dois anos o Ministério da Saúde lançou a campanha de incentivo ao parto normal. A campanha trazia a modelo Fernanda Lima, que teve parto normal de gêmeos.

Benefícios do parto normal:

A criança respira melhor: quando passa pelo canal da vagina, o tórax do bebê é comprimido, assim como o resto do seu corpo. isso garante que o líquido amniótico de dentro dos seus pulmões seja expelido pela boca, facilitando o primeiro suspiro da criança na hora em que nasce. sem falar que as contrações uterinas estressam o bebê – e isso está longe de ser ruim. o hormônio cortisol produzido pelo organismo infantil deixa os pulmões preparados para trabalhar a todo vapor. A cesárea, por sua vez, aumenta o risco de ocorrer o que os especialistas chamam de desconforto respiratório. Esse problema pode levar a quadros de insuficiência respiratória e até favorecer a pneumonia.

Acelera a descida do leite:
durante o trabalho de parto, o organismo da mulher libera os hormônios ocitocina e prolactina, que facilitam a apojadura. no caso da cesárea eletiva, a mulher pode ser submetida à cirurgia sem o menor indício de que o bebê está pronto para nascer. Daí, o organismo talvez secrete as substâncias que deflagram a produção do leite com certo atraso – de dois a cinco dias depois do nascimento do bebê. Resumo da ópera: a criança terá de esperar para ser amamentada pela mãe.

Recuperação a jato: 48 horas após o parto normal, a nova mamãe pode ir para casa com o seu bebê. em alguns casos, para facilitar a saída da criança, os médicos realizam a episiotomia, um pequeno corte lateral na região do períneo, área situada entre a vagina e o ânus. quando isso acontece, a cicatrização geralmente leva uma semana. já quem vai de cesariana recebe alta normalmente entre 60 e 72 horas após o parto e pode levar de 30 a 40 dias para se livrar das dores.

Mais segurança: como em qualquer cirurgia, a cesárea envolve riscos de infecção e até de morte da criança. Cerca de 12% dos bebês que nascem de cesariana vão para a UTI. No parto normal, esse número cai para 3%. A sensação da cesariana é semelhante à de qualquer outra cirurgia no abdômen. É, enfim, como extrair uma porção do intestino ou operar o estômago, compara kalil. E, convenhamos, o clima de uma sala cirúrgica não é dos mais agradáveis: as máscaras dos médicos, a sedação, a dificuldade para se mexer.

Fonte:http://gazetaonline.globo.com

Workshop para gestantes Vida Bem Vinda

RODA MATERNA e MAMA MIA se unem para promover este trabalho. Abaixo seguem os temas abordados:

Domingo, dia 15 de maio de 2011.

De 14h30min às 17h30min

Módulo I (14h30min-15h50min)

 A Gestação: desenvolvimento e transformações (na mãe e no bebê);

 O Parto: ecologia, preparação, opções, mitos;

-Trabalho com técnicas corporais: relaxamento e consciência corporal

 ————————– Coffee-break (20 min.) —————————–

 Módulo II (16h10min-17h30min)

 Amamentação: importância física e psicológica (nutrição e vínculo);

 Cuidados com o bebê: ‘holding’, higiene, massagem

-Demonstração em bonecos (trazer boneca (o) para o trabalho)

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 Dirigido por:

Beatriz Maia (CRP 05/40469) Contato: (21) 9858-6417

Fabíola Costa (CRFono 10248) Contato: (21) 9899-4885

 

Local: Núcleo de Yoga Flor de Lótus- Rua Gavião Peixoto, 182, Center IV/sala 416 Icaraí-Niterói/RJ; Tel.: (21)2714-8302

Valor Total: 200 reais ou 100 reais por módulo (conforme interesse ou disponibilidade).

Projeto Nascer no Brasil

Vale a pena divulgar!!!

Já está no ar a página eletrônica do projeto Nascer no Brasil: Inquérito sobre Parto e Nascimento , coordenado pela pesquisadora do Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos em Saúde da ENSP (Demqs), Maria do Carmo Leal. O site foi desenvolvido pela Coordenação de Comunicação Institucional da ENSP (CCI) e tem o objetivo de viabilizar a comunicação da equipe de pesquisa – espalhada por todos os estados brasileiros e Distrito Federal – com vistas ao compartilhamento dos instrumentos de trabalho da pesquisa, de experiências, da divulgação do projeto na mídia nos estados e das vivências da própria realização do trabalho de campo.

O Projeto – As taxas de cesariana estão aumentando sistematicamente no Brasil como reflexo de mudanças nas práticas obstétricas. Estudos internacionais vêm demonstrando os riscos da cesárea e o impacto na saúde reprodutiva futura da mulher. Para os recém-nascidos, os efeitos descritos são: o aumento da mortalidade neonatal, da taxa de nascimento pré-termo intermediário e tardio, além do uso de ventilação mecânica em recém-nascidos de baixo risco.

Veja mais no site do Projeto.

Fontes: http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/materia/index.php?origem=5&matid=24476/
http://www.ensp.fiocruz.br/nascernobrasil/