Um pouco sobre a realidade dos partos no Brasil

Uma amiga me enviou esta reportagem na TV do Espírito Santo e acho que vale a pena compartilhar.

Cesariana representa 43% dos partos realizados pelo SUS no Brasil

Conheça um casal que, no sétimo mês de gravidez, tem dificuldades em achar um médico que queira fazer um parto normal.

“O que era pra ser uma alternativa, virou praticamente regra: é por cesariana que nasce a maioria dos bebês no país.”

E quem vai explicar direitinho quem pode e quem não pode fazer parto normal é o doutor Luiz Alberto Sobral, que é médico do Hospital das Clínicas e professor da Ufes.

CLIQUE AQUI  para assistir a entrevista em vídeo com o médico citado e a reportagem na íntegra.

A cesariana já representa 43% dos partos realizados no Brasil no setor público e no privado. Nos planos de saúde, esse percentual é ainda maior, chegando a 80%. já no Sistema Único de Saúde, as cesáreas somam 26% do total de partos. O parto normal é o mais seguro tanto para a mãe quanto para o bebê. De acordo com a recomendação da organização mundial da saúde, as cirurgias deveriam corresponder a, no máximo, 15% dos partos.

Há dois anos o Ministério da Saúde lançou a campanha de incentivo ao parto normal. A campanha trazia a modelo Fernanda Lima, que teve parto normal de gêmeos.

Benefícios do parto normal:

A criança respira melhor: quando passa pelo canal da vagina, o tórax do bebê é comprimido, assim como o resto do seu corpo. isso garante que o líquido amniótico de dentro dos seus pulmões seja expelido pela boca, facilitando o primeiro suspiro da criança na hora em que nasce. sem falar que as contrações uterinas estressam o bebê – e isso está longe de ser ruim. o hormônio cortisol produzido pelo organismo infantil deixa os pulmões preparados para trabalhar a todo vapor. A cesárea, por sua vez, aumenta o risco de ocorrer o que os especialistas chamam de desconforto respiratório. Esse problema pode levar a quadros de insuficiência respiratória e até favorecer a pneumonia.

Acelera a descida do leite:
durante o trabalho de parto, o organismo da mulher libera os hormônios ocitocina e prolactina, que facilitam a apojadura. no caso da cesárea eletiva, a mulher pode ser submetida à cirurgia sem o menor indício de que o bebê está pronto para nascer. Daí, o organismo talvez secrete as substâncias que deflagram a produção do leite com certo atraso – de dois a cinco dias depois do nascimento do bebê. Resumo da ópera: a criança terá de esperar para ser amamentada pela mãe.

Recuperação a jato: 48 horas após o parto normal, a nova mamãe pode ir para casa com o seu bebê. em alguns casos, para facilitar a saída da criança, os médicos realizam a episiotomia, um pequeno corte lateral na região do períneo, área situada entre a vagina e o ânus. quando isso acontece, a cicatrização geralmente leva uma semana. já quem vai de cesariana recebe alta normalmente entre 60 e 72 horas após o parto e pode levar de 30 a 40 dias para se livrar das dores.

Mais segurança: como em qualquer cirurgia, a cesárea envolve riscos de infecção e até de morte da criança. Cerca de 12% dos bebês que nascem de cesariana vão para a UTI. No parto normal, esse número cai para 3%. A sensação da cesariana é semelhante à de qualquer outra cirurgia no abdômen. É, enfim, como extrair uma porção do intestino ou operar o estômago, compara kalil. E, convenhamos, o clima de uma sala cirúrgica não é dos mais agradáveis: as máscaras dos médicos, a sedação, a dificuldade para se mexer.

Fonte:http://gazetaonline.globo.com

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