4º Semana da valorização da primeira infância e da cultura da paz

Na próxima semana irei neste importante evento em Brasília que tem como tema:

“A mulher grávida, o bebê e a primeira infância na construção da saúde mental”.

Prometo trazer notícias sobre as apresentações e discussões.

Clique na imagem para acessar mais informações.

One World Birth

 

Workshop para gestantes Vida Bem Vinda

RODA MATERNA e MAMA MIA se unem para promover este trabalho. Abaixo seguem os temas abordados:

Domingo, dia 15 de maio de 2011.

De 14h30min às 17h30min

Módulo I (14h30min-15h50min)

 A Gestação: desenvolvimento e transformações (na mãe e no bebê);

 O Parto: ecologia, preparação, opções, mitos;

-Trabalho com técnicas corporais: relaxamento e consciência corporal

 ————————– Coffee-break (20 min.) —————————–

 Módulo II (16h10min-17h30min)

 Amamentação: importância física e psicológica (nutrição e vínculo);

 Cuidados com o bebê: ‘holding’, higiene, massagem

-Demonstração em bonecos (trazer boneca (o) para o trabalho)

___________________________________________

 Dirigido por:

Beatriz Maia (CRP 05/40469) Contato: (21) 9858-6417

Fabíola Costa (CRFono 10248) Contato: (21) 9899-4885

 

Local: Núcleo de Yoga Flor de Lótus- Rua Gavião Peixoto, 182, Center IV/sala 416 Icaraí-Niterói/RJ; Tel.: (21)2714-8302

Valor Total: 200 reais ou 100 reais por módulo (conforme interesse ou disponibilidade).

Rede Cegonha

Rede Cegonha prevê investimento de R$ 9,4 bi até 2014

 Isso é o que esperamos sinceramente, que o programa seja concretizado e que não haja desvio de verbas. Será que é possível???

” O programa Rede Cegonha, lançado em 28/03/2011 pela presidenta Dilma Rousseff, em Belo Horizonte, prevê investimentos de R$ 9,4 bilhões do orçamento do Ministério da Saúde até 2014. Os recursos, de acordo com o ministério, serão aplicados na construção de uma rede de cuidados para a mulher e para as crianças de até dois anos.

O programa é uma promessa de campanha da presidenta e tem foco na gestão de saúde, mais que a criação de novas unidades. Os investimentos, de acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, vão atingir toda a rede que começa pela unidade básica de saúde, passa pelos exames do pré-natal, pelo transporte seguro, até o parto nos leitos maternos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para criar a rede, o governo informou que investirá recursos na criação de novas estruturas de assistência e acompanhamento das mulheres e reforço na rede hospitalar convencional. Outras novas estruturas previstas no programa são as Casas da Gestante e do Bebê e os Centros de Parto Normal, que deverão funcionar em conjunto com a maternidade. O objetivo, de acordo com o governo, é “humanizar o nascimento”.

Uma das medidas do programa será a de oferecer nos postos de saúde testes rápidos de gravidez. Confirmado o resultado positivo, a gestantes deverá se submeter a, no mínimo, seis consultas durante o pré-natal, além de exames clínicos e laboratoriais. Entre os exames a serem exigidos pelo Ministério da Saúde estão o de HIV e sífilis.

De acordo com o Ministério da Saúde, a Rede Cegonha também prevê a qualificação de profissionais de saúde para dar assistência adequada às gestantes e aos bebês. O governo também quer, com o programa, fortalecer a rede hospitalar obstétrica de alto risco

A meta, de acordo com o Ministério da Saúde, é implantar a Rede Cegonha em todo o Brasil, no entanto, o governo quer iniciar o atendimento pelo Nordeste, Amazônia Legal e nove regiões metropolitanas onde há a maior concentração de gestantes. As primeiras cidades a receberem o programa serão: Manaus, Recife, Distrito Federal, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Campinas, Curitiba, Porto Alegre e São Paulo.

De acordo com o governo, a Rede Cegonha terá atuação integrada com as demais iniciativas para a saúde da mulher no SUS, com foco nas cerca de 61 milhões de brasileiras em idade fértil.”

fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-03-27/rede-cegonha-preve-investimento-de-r-94-bi-ate-2014

Doenças da infância?

Ao falar sobre as doenças “características” da infância, devemos atentar para a relação com o desenvolvimento psicoemocional da criança, nos afastando assim do olhar mecanicista ainda muito presente na área da saúde (embora já esteja ocorrendo o processo de transformação para o paradigma humanista que já considera unidade entre o funcionamento mente-corpo).

As cólicas, febres, otite, catapora, doenças nas vias respiratórias, etc., desequilíbrios tão comuns na infância, correspondem ao processo de desenvolvimento e adaptação do ser em seu meio ambiente. Podemos citar como base para esta afirmação a importante e respeitada contribuição do  médico e filósofo francês Georges Canguilhem,  que em suas obras, coloca-se contra a visão reducionista, mecanicista e técnica da medicina em relação ao organismo. Ele defende a possibilidade de considerar o organismo na relação direta com o ambiente que está inserido contando com suas particularidades e complexidade. Canguilhem considera a vida normativa, na medida em que esta institui normas, e as normas orgânicas humanas variam de acordo com a cultura pela relação essencial entre psique-soma.

Segundo Canguilhem, o estado de doença constitui uma norma de vida inferior, incapaz de se transformar em outra norma de vida, e o doente seria aquele que teria perdido a capacidade normativa (ou de transformação) por não poder mais instituir normas diferentes sob novas condições. Esta descrição se aproxima do conceito elaborado por Reich de couraça, que é o resultado de um padrão rígido de comportamento que limita e impede a expressão genuína de pensamentos, sentimentos e sensações.

Portanto, para entender o aparecimento dessas doenças deve-se atentar para o ambiente em que a criança vive, sua história de vida e relação/contato com os pais e/ou seus cuidadores dentro de uma proposta interdisciplinar, onde o médico, o psicólogo e outros profissionas da saúde compartilham seu conhecimento a fim de oferecer um atendimento integral. A Orgonomia (campo vasto que compreende medicina, psicologia, meteorologia, biologia, etc.) propõe esse olhar único e diferenciado em busca do auxílio à saúde e bem estar da criança e o meio onde vive, busca compreender as respostas de cada criança para certas situações, entendendo o enquadre cultural das relações em nossa sociedade.

Psicologia Pré-natal – David Chamberlain

Introdução à vida antes do nascimento

Através de várias “janelas” de observação, nós agora podemos ver – pela primeira vez na história da humanidade- o que realmente acontece no útero. Temos boas notícias e más notícias.

Não podemos mais pensar que a placenta protege o bebê de qualquer mal que ocorre no corpo da mãe, ou que o corpo da mãe pode proteger o bebê de coisas ruins que acontecem em seu mundo. Mãe e bebê enfrentam juntos os perigos do ar, água e terra comprometidos pelos resíduos químicos da química e física modernas. Os pais são talvez os últimos a aprender (e seus filhos os primeiros a sofrer) sobre esta trágica realidade da vida moderna.

A poluição vem de muitas fontes, a começar pelo ambiente físico em torno da mãe e do pai. Numerosos produtos químicos livres no ambiente os alcançam no local de trabalho, na garagem ou nos produtos de limpeza da cozinha. Solventes, metais, pesticidas, preservativos, fumaças (gases), e várias formas de radiação são capazes de interferir na reprodução. A poluição química também chega até nós pelo atendimento médico, através de drogas que são receitadas e que podem colocar em risco o bem-estar do bebê na barriga. Alguns medicamentos, como a aspirina, são perigosos no parto, assim como alguns anestésicos poderosos. Não muito tempo atrás, um sabão antibacteriano usado largamente em hospitais e dispostos em áreas públicas foi descoberto – após anos de uso- como sendo ‘neurotóxico’.

Os pais também podem ser uma fonte de contaminação e danos ao bebê na barriga em conseqüência de seus hábitos pessoais e escolha de estilo de vida. Drogas consideradas inofensivas a adultos podem ser prejudiciais aos bebês por que eles não são capazes de lidar com estes agentes químicos em doses destinadas a adultos. A nicotina, a cafeína e a aspirina, substâncias presentes e comuns na vida adulta, podem afetar o curso do crescimento e desenvolvimento dos bebês. Os efeitos danosos do álcool são conhecidos há séculos e pesquisas mais recentes (2005) advertem que nenhum nível de álcool é seguro para a gestante. Todas estas descobertas revelam a profunda importância de começar a pensar e começar a ser pai e mãe não a partir do nascimento do bebê, mas antes mesmo da concepção, quando é possível evitar uma série de sérios problemas.

Uma razão adicional para que os pais comecem a exercer esta função já na concepção, é a descoberta de que os bebês no útero se desenvolvem mais rapidamente do que era previamente considerado possível.

A partir do segundo mês de gestação, experimentos e observações revelam um bebê ativo, com um sistema sensorial que se desenvolve rapidamente e permite uma excelente sensibilidade e responsividade. Muito antes do desenvolvimento de avançadas estruturas cerebrais, os bebês são vistos interagindo um com o outro e aprendendo com a experiência. Eles parecem especialmente interessados no vasto ambiente que é provido pelo pai e pela mãe, e reagem a vozes individuais, histórias, música, e a simples jogos de interação com os pais. A qualidade do ambiente uterino é determinada principalmente pelos pais.

As oportunidades dos pais de estabelecerem um relacionamento com o bebê no útero são significativas e extraordinárias. Isto contrasta fortemente com a visão anterior de que os bebês no útero não tinham capacidade para interagir, lembrar, aprender, ou dar significado a suas experiências.

Apenas uma década atrás, os médicos costumavam dizer aos pais que conversar com o bebê na barriga era inútil e irreal. Agora há uma enormidade de evidências sobre memória e aprendizagem no útero e sobre uma comunicação precoce, bem desenvolvida, anterior ao estágio da linguagem. Estas habilidades do bebê na barriga sustentam os sucessos relatados em uma série de experimentos científicos em estimulação pré-natal e vínculo. Elas também são a base de histórias pessoais ocasionalmente compartilhadas por crianças e adultos sobre suas experiências anteriores ao nascimento.

Tradução do texto escrito por David Chamberlain, Ph.D – é um psicólogo pioneiro na Psicologia Pré e Perinatal e um dos fundadores da APPAH / The Association for Prenatal and Perinatal Psychology & Health.

FONTE: http://www.birthpsychology.com/lifebefore/index.html

Olá!

A Roda Materna surgiu da intenção de criar um movimento, uma ação de incentivo e reverência à experiência da maternidade, especialmente à maternidade ativa,consciente.

Espero que esse movimento, por menor que seja,  comece e reverbere como quando uma pedra é jogada em um lago provocando uma ressonância infinita. Isto porque acredito que a mudança na sociedade, tão desejada hoje em dia por tantas pessoas (como eu e talvez como você), só se torna possível ao olharmos para o início da vida. Todos nós, indiscutivelmente, chegamos a esse mundo através da concepção, da vida no útero e do parto, motivo suficiente para nos voltarmos a tal período da vida. E hoje, podemos dizer que é enorme o número de pesquisas acerca da psicologia e medicina pré e perinatal que confirmam a importância do trabalho de promoção de saúde e prevenção no início da vida do ser humano. Estes recentes estudos científicos reforçam um conhecimento tão antigo quanto nos mostra o registro da história da humanidade, de que a concepção, a gestação e o parto devem ser tratados como momentos de crucial importância para as pessoas envolvidas, a sociedade, a humanidade.

Wilhelm Reich, grande contribuidor da Psicologia, chamou este trabalho de prevenção da neurose, impedindo ao máximo possível que esta se perpetue de pais para filhos, para que as gerações futuras possam ter  um desenvolvimento mais saudável. Desta forma o trabalho com os pais antes da concepção, ou mesmo já na gestação é fundamental para que isto aconteça. Segundo este autor, este é o trabalho que realmente vale a pena ser feito na vida. 

Michel Odent, obstetra francês mundialmente conhecido, diz que este é o caminho para mudar o mundo.

E eu, concordando com estes dois grandes autores, quero dar minha humilde contribuição e fazer parte deste ‘pequeno’ projeto de mudar o mundo (rsrs).

Espero que o fluxo do movimento desta roda seja constante e repleto de energia, vibrante!

Grande abraço,

Beatriz.

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