SMAM – Semana Mundial do Aleitamento Materno

 

Estamos na Semana Mundial do Aleitamento Materno!

Foi lançada pelo Ministério da Saúde, na última 4a. feira,  a Campanha Nacional de Amamentação 2012. Neste ano a representante da campanha é a cantora Wanessa Camargo. O objetivo maior é informar e incentivar as mães do Brasil à prática da amamentação exclusiva do bebê até o sexto mês de vida seguindo até 2 anos ou mais.

No plano internacional, a 20a. World Breastfeeding Week – “Understanding the Past, Planning the Future”, comemora 10 anos da estratégia global da OMS e da UNICEF para alimentação das crianças.

 

 

 

Podemos listar, para os mais práticos, alguns dos benefícios trazidos pela amamentação: fortalecimento do sistema imunológico do bebê, boa recuperação pós parto da mãe, o forte vínculo afetivo, amoroso entre a mãe e o bebê, bom desenvolvimento físico, mental e emocional do bebê, respeito às necessidades do bebê humano, e muitos outros mais…

A amamentação pode ser fácil para algumas mulheres, mas também pode ser vivida com grandes dificuldades e angústias. Se este é o seu caso, ou de alguma conhecida, não hesite em buscar ajuda profissional. A experiência mostra que pequenas dificuldades se tornam grandes problemas se não obtemos auxílio logo quando aparecem, e é assim também na amamentação. Os grandes problemas podem ser evitados com informações úteis e um cuidado próximo.

Divulgue esse conhecimento, ele pode auxiliar muitas mulheres!

Encontro Marcado

Nesse fim de semana, 11/08 e 12/08, a RodaMaterna estará no Campo de São Bento em Niterói/RJ para que você possa conhecer um pouco mais de perto este trabalho. Para quem puder e quiser está feito o convite! Venha conferir! Espero sua visita por lá!

Grupo Gestando em junho no Crescendo!

EM JUNHO!

Dias 02, 16, 23 e 30: O Crescendo oferece 4 encontros (4 sábados) para a preparação integrada para o nascimento do bebê das 9:30 às 12:30 h.

Faça sua inscrição diretamente no Crescendo por:
telefone:             (21) 3734-5665      

E-mail: contato@crescendocentroinfantil.com

Infância e Paz – relato

Bem, estou devendo um comentário sobre o evento de Brasília Infância e Paz, então aqui está.

Em primeiro lugar coloco a grande satisfação que tive em participar de um encontro cujo tema engloba algo que é tão visceral pra mim como o conhecimento sobre o início da vida e reconhecimento de sua importância para a vida futura e para a sociedade de modo geral.

Foram apresentadas iniciativas de sucesso na promoção da saúde da gestante e do bebê, como foi o caso da cidade de Canela (RS); A semana do bebê e a Primeira Infância Melhor. As experiências de sucesso no atendimento à primeira infância na França. Falou-se do projeto cegonha e seus princípios norteadores do atendimento à gestante. A importância da família e seu apoio ao longo da gestação para a saúde da mulher e do bebê. Ser mãe na adolescência. Houve uma vibrante apresentação sobre o cuidado com os bebês acompanhado de trechos do filme “O bebê é uma pessoa”; fantástico! etc.etc. Tantas apresentações interessantíssimas que não caberia aqui descrever, somente estando presente para compreender a dimensão das discussões.

Bem, pra mim, psicóloga em início de carreira, foi um banho extra de segurança e confiança no trabalho que acredito e que escolhi realizar com as gestantes, suas famílias e seus bebês. O que antes eu vivia como quase que um trabalho solitário na psicologia, hoje encontro eco nos diversos profissionais que lá encontrei (psicólogos, médicos, assistentes sociais, professores, políticos, etc.) de diversos lugares do Brasil.

Apenas um porém na minha opinião, o tema era “A mulher grávida, o bebê e a primeira infância na construção da saúde mental” se notarem há um pulo da mulher grávida para o bebê, o PARTO, a forma como se pare e como se nasce não entrou em discussão. Deixei como sugestão para a próxima semana, o debate sobre a assistência ao parto e nascimento, problematizando a realidade atual deste quadro marcada pela violência contra a mulher e o bebê.

Resta aguardar a Semana do ano que vem…

4º Semana da valorização da primeira infância e da cultura da paz

Na próxima semana irei neste importante evento em Brasília que tem como tema:

“A mulher grávida, o bebê e a primeira infância na construção da saúde mental”.

Prometo trazer notícias sobre as apresentações e discussões.

Clique na imagem para acessar mais informações.

Para uma vida bem vinda!

Psicologia Pré-natal – David Chamberlain

Introdução à vida antes do nascimento

Através de várias “janelas” de observação, nós agora podemos ver – pela primeira vez na história da humanidade- o que realmente acontece no útero. Temos boas notícias e más notícias.

Não podemos mais pensar que a placenta protege o bebê de qualquer mal que ocorre no corpo da mãe, ou que o corpo da mãe pode proteger o bebê de coisas ruins que acontecem em seu mundo. Mãe e bebê enfrentam juntos os perigos do ar, água e terra comprometidos pelos resíduos químicos da química e física modernas. Os pais são talvez os últimos a aprender (e seus filhos os primeiros a sofrer) sobre esta trágica realidade da vida moderna.

A poluição vem de muitas fontes, a começar pelo ambiente físico em torno da mãe e do pai. Numerosos produtos químicos livres no ambiente os alcançam no local de trabalho, na garagem ou nos produtos de limpeza da cozinha. Solventes, metais, pesticidas, preservativos, fumaças (gases), e várias formas de radiação são capazes de interferir na reprodução. A poluição química também chega até nós pelo atendimento médico, através de drogas que são receitadas e que podem colocar em risco o bem-estar do bebê na barriga. Alguns medicamentos, como a aspirina, são perigosos no parto, assim como alguns anestésicos poderosos. Não muito tempo atrás, um sabão antibacteriano usado largamente em hospitais e dispostos em áreas públicas foi descoberto – após anos de uso- como sendo ‘neurotóxico’.

Os pais também podem ser uma fonte de contaminação e danos ao bebê na barriga em conseqüência de seus hábitos pessoais e escolha de estilo de vida. Drogas consideradas inofensivas a adultos podem ser prejudiciais aos bebês por que eles não são capazes de lidar com estes agentes químicos em doses destinadas a adultos. A nicotina, a cafeína e a aspirina, substâncias presentes e comuns na vida adulta, podem afetar o curso do crescimento e desenvolvimento dos bebês. Os efeitos danosos do álcool são conhecidos há séculos e pesquisas mais recentes (2005) advertem que nenhum nível de álcool é seguro para a gestante. Todas estas descobertas revelam a profunda importância de começar a pensar e começar a ser pai e mãe não a partir do nascimento do bebê, mas antes mesmo da concepção, quando é possível evitar uma série de sérios problemas.

Uma razão adicional para que os pais comecem a exercer esta função já na concepção, é a descoberta de que os bebês no útero se desenvolvem mais rapidamente do que era previamente considerado possível.

A partir do segundo mês de gestação, experimentos e observações revelam um bebê ativo, com um sistema sensorial que se desenvolve rapidamente e permite uma excelente sensibilidade e responsividade. Muito antes do desenvolvimento de avançadas estruturas cerebrais, os bebês são vistos interagindo um com o outro e aprendendo com a experiência. Eles parecem especialmente interessados no vasto ambiente que é provido pelo pai e pela mãe, e reagem a vozes individuais, histórias, música, e a simples jogos de interação com os pais. A qualidade do ambiente uterino é determinada principalmente pelos pais.

As oportunidades dos pais de estabelecerem um relacionamento com o bebê no útero são significativas e extraordinárias. Isto contrasta fortemente com a visão anterior de que os bebês no útero não tinham capacidade para interagir, lembrar, aprender, ou dar significado a suas experiências.

Apenas uma década atrás, os médicos costumavam dizer aos pais que conversar com o bebê na barriga era inútil e irreal. Agora há uma enormidade de evidências sobre memória e aprendizagem no útero e sobre uma comunicação precoce, bem desenvolvida, anterior ao estágio da linguagem. Estas habilidades do bebê na barriga sustentam os sucessos relatados em uma série de experimentos científicos em estimulação pré-natal e vínculo. Elas também são a base de histórias pessoais ocasionalmente compartilhadas por crianças e adultos sobre suas experiências anteriores ao nascimento.

Tradução do texto escrito por David Chamberlain, Ph.D – é um psicólogo pioneiro na Psicologia Pré e Perinatal e um dos fundadores da APPAH / The Association for Prenatal and Perinatal Psychology & Health.

FONTE: http://www.birthpsychology.com/lifebefore/index.html

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