O Parto em Foco

Para todos envolvidos e interessados na discussão a respeito da assistência ao parto!

Nos encontramos lá!

evento.uff

Anúncios

O Renascimento do parto – Trailer

 

Depois de tantas discussões e argumentações…um filme sobre o Renascimento do Parto…das mulheres…dos profissionais… e de todos que se sensibilizarem!

“Gentle-birth” – Michel Odent

Infância e Paz – relato

Bem, estou devendo um comentário sobre o evento de Brasília Infância e Paz, então aqui está.

Em primeiro lugar coloco a grande satisfação que tive em participar de um encontro cujo tema engloba algo que é tão visceral pra mim como o conhecimento sobre o início da vida e reconhecimento de sua importância para a vida futura e para a sociedade de modo geral.

Foram apresentadas iniciativas de sucesso na promoção da saúde da gestante e do bebê, como foi o caso da cidade de Canela (RS); A semana do bebê e a Primeira Infância Melhor. As experiências de sucesso no atendimento à primeira infância na França. Falou-se do projeto cegonha e seus princípios norteadores do atendimento à gestante. A importância da família e seu apoio ao longo da gestação para a saúde da mulher e do bebê. Ser mãe na adolescência. Houve uma vibrante apresentação sobre o cuidado com os bebês acompanhado de trechos do filme “O bebê é uma pessoa”; fantástico! etc.etc. Tantas apresentações interessantíssimas que não caberia aqui descrever, somente estando presente para compreender a dimensão das discussões.

Bem, pra mim, psicóloga em início de carreira, foi um banho extra de segurança e confiança no trabalho que acredito e que escolhi realizar com as gestantes, suas famílias e seus bebês. O que antes eu vivia como quase que um trabalho solitário na psicologia, hoje encontro eco nos diversos profissionais que lá encontrei (psicólogos, médicos, assistentes sociais, professores, políticos, etc.) de diversos lugares do Brasil.

Apenas um porém na minha opinião, o tema era “A mulher grávida, o bebê e a primeira infância na construção da saúde mental” se notarem há um pulo da mulher grávida para o bebê, o PARTO, a forma como se pare e como se nasce não entrou em discussão. Deixei como sugestão para a próxima semana, o debate sobre a assistência ao parto e nascimento, problematizando a realidade atual deste quadro marcada pela violência contra a mulher e o bebê.

Resta aguardar a Semana do ano que vem…

Parto domiciliar – vídeo

Este filme mostra o parto natural e o nascimento da filha da parteira mexicana Naoli Vinaver. Vale a pena assistir!

One World Birth

 

O diferencial da Orgonomia no trabalho com gestantes

Devo dizer que, pelo que percebo em meu dia a dia, alguns trabalhos direcionados às gestantes são quase sempre orientados por uma divisão entre explicações estéreis dos fatos, ginástica corporal, uma fala rápida sobre os aspectos emocionais que podem ser vivenciados neste período, etc. Uma hora se explica os acontecimentos, outra hora se trabalha o corpo e outra hora ainda se fala das emoções. A partir desta constatação, venho pontuar o diferencial da abordagem orgonômica em contraponto a estas outras abordagens existentes. Este diferencial se constitui no caráter global da abordagem, onde o corpo, as experiências, as emoções, a fala (…) são considerados como expressões de um só fenômeno, o ser.

 Aquela forma de trabalhar compartimentalizada desvela um pensamento de base positivista ou mecanicista da ciência que pressupõe uma separação entre mente e corpo, ou a divisão do homem que proporcionou o que hoje vemos como a extrema especialização profissional. Este pensamento sustenta uma antiga visão do ser humano, como uma máquina. Esta máquina ao apresentar problemas ou um mau funcionamento deveria ser tratada ou consertada por partes, numa atitude reducionista. Esta mesma atitude nos remete ainda (e não devemos nunca esquecer) os interesses das indústrias farmacêuticas em reforçar e manter este paradigma que norteia o pensamento Ocidental relacionado ao conceito de doença.

Ora, tal atuação deve no mínimo ser vista com estranhamento, com a possibilidade de reconhecermos as limitações dessas abordagens no mundo atual. Digo mundo atual, pois hoje muito se tem discutido sobre o que é a Ciência, o status que ela possui na sociedade e que linhas de pensamento a orientam, contextualizando politicamente, historicamente a sua prática.

A Ciência que preconiza a objetividade e a neutralidade em seu método, cujo objeto contraditoriamente é o ser humano, está cada vez mais perdendo seu reinado. É o que podemos ver nas produções de Edgar Morin, sobre o Pensamento Complexo ou nos escritos de Bertalanffy na Teoria dos Sistemas, Fritjof Capra sobre a mudança de paradigmas, etc. (para dar exemplos sem pretender esgotar a enorme lista de autores que contribuíram para essa discussão).

A Teoria Reichiana ou Orgonomia, em consonância com o novo paradigma científico, é um campo de conhecimento holístico, que considera o caráter biológico, psicológico, social e energético do homem e ao tratar o período da gestação ao puerpério se utiliza deste olhar. Portanto, o trabalho da Orgonomia com gestantes oferece uma visão global e sensível sobre um ser complexo que deve ser considerado como tal.

Este trabalho não é um mero exercício corporal nem tão pouco uma psicoterapia profunda, mas um trabalho que visa o bem estar da mulher gestante (e conseqüentemente de seu bebê) e a busca da saúde global partindo do princípio no qual mente e corpo são uma unidade funcional.

Entradas Mais Antigas Anteriores