O Parto em Foco

Para todos envolvidos e interessados na discussão a respeito da assistência ao parto!

Nos encontramos lá!

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“Gentle-birth” – Michel Odent

Grupo Gestando em junho no Crescendo!

EM JUNHO!

Dias 02, 16, 23 e 30: O Crescendo oferece 4 encontros (4 sábados) para a preparação integrada para o nascimento do bebê das 9:30 às 12:30 h.

Faça sua inscrição diretamente no Crescendo por:
telefone:             (21) 3734-5665      

E-mail: contato@crescendocentroinfantil.com

Quem foi Alzira Nogueira Reis?

Conheça um pouco mais sobre a grande mulher que deu nome à Maternidade Pública de Niterói.

Alzira Nogueira Reis (1886 – 1970)

Primeira médica formada do Estado de Minas Gerais e uma das primeiras eleitoras do Brasil.Nascida em uma casa na descida da Barra, em Minas Gerais, em 08 de novembro de 1886, Alzira filha de Augusta Pinheiro Nogueira e José da Costa Reis teve uma vida marcada pelo pioneirismo e pela luta em prol das causas femininas.
Formada professora aos 16 anos lecionou inicialmente em Santa Cruz da Chapada, deslocando-se a seguir para Minas Novas, Ouro Preto e, finalmente, Juiz de Fora onde descobriu a vocação para a medicina.
Com a transferência para Belo Horizonte, já em 1913 freqüentava a Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Ao formar-se em 1920 torna-se a primeira mulher médica do estado. Resultado de suas idéias libertárias e sua ousadia por “querer fazer coisas de homem”, por cerca de seis meses sua mãe não lhe dirigiu uma palavra.
A reação da mãe não foi a única barreira experimentada. Anos mais tarde lembraria que, já matriculada no primeiro ano de medicina, foi chamada pelo diretor, que tentou de todas as formas, sem sucesso, convencê-la a continuar na Faculdade de Farmácia, de onde havia se transferido e que, como mulher, só pode cursar após enviar diversos pedidos ao Ministério da Educação para obter a autorização de ingresso.
A insistência do diretor transmitia a preocupação de toda a direção: como poderia uma mulher entrar em contato com cadáveres masculinos e nus nas aulas de anatomia? Alzira chegou mesmo a receber a garantia que, caso cedesse, lecionaria química na faculdade ao formar-se. A vocação e o espírito de luta pelos direitos femininos falaram mais altos e prosseguiu firme em sua decisão, não sem enfrentar preconceitos de muitos dos colegas e professores, bem como, da sociedade.
Aliás, formar-se médica e ser a pioneira a clinicar no estado Minas Gerais, não havia sido a primeira barreira quebrada por Alzira. Ainda em 1905 ela e as amigas, Cândida Maria Souza e Clotilde de Oliveira alistaram-se como eleitoras invocando a Constituição. Pioneiras causaram grande escândalo e revolta, sobretudo, na própria cidade e seis anos depois tiveram os votos cassados, como registrado nos Anais da Assembléia Legislativa de Minas Gerais. Polêmico episódio de nossa história, concorre com aquele que credita ao Rio Grande do Norte (RN) o estado de onde surgiram as primeiras eleitoras brasileiras.
Alzira defendia suas opiniões, gostos e valores. E isso incomodava homens e mulheres apegados aos valores e tradições de uma sociedade, na qual a figura feminina era considerada inferior e dominada pelo homem. Não por acaso seu corte de cabelo “á lá Cocote”, que fez em uma visita ao Rio de Janeiro, certa vez, acabou por provocar tanto escândalo nas Minas Gerais!
Foi ainda no curso de Medicina que Alzira conheceu Joaquim Vieira Ferreira Neto, estudante de Direito, com quem viria a se casar e tornar-se mãe de Fernanda, José Bento, Joaquim Miguel e Vicente. A união de um rapaz de dezoito anos a uma mulher quinze anos mais velha e ainda por cima médica, mais uma vez colocou Alzira no centro das polêmicas.
Após passar por Nova Friburgo (RJ), com Alzira sempre clinicando, o casal esteve em Minas Novas, Araçuaí, Teófilo Otoni e retornando ao Rio de Janeiro em 1930, se estabeleceu em Niterói, onde Joaquim faleceu em 1961.
Sua preocupação de toda a vida com os menos favorecidos culminou na fundação em 1939, ao lado de Alice Tibiriçá, do Educandário Vista Alegre, em Itaboraí (RJ), para filhos dos portadores de hanseníase, e no qual atuou voluntariamente como administradora.
Seu envolvimento com a luta feminina a levou a aliar-se a Berta Lutz, em 1931 participando da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, em defesa do direito do voto da mulher, concorrendo, inclusive, à Assembléia Constituinte. Um ano antes, em 1930, com o pseudônimo “Selva Americana”, Alzira Reis escreveu “Pelo Voto”, artigo publicado em Teófilo Otoni (MG). Sua participação na imprensa, na defesa de suas idéias, foi extensa e em diferentes locais como Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.
Alzira faleceu em 21 de agosto de 1970. Como homenagem, a médica obstetra do posto de saúde de Niterói, empenhada, sobretudo, na defesa dos portadores da hanseníase, emprestou seu nome Alzira Reis Vieira Ferreira, à primeira maternidade municipal de Niterói, inaugurada em 2004, no bairro de Charitas.

Fonte: http://www.mulher500.org.br/acervo/biografia-detalhes.asp?cod=909

Infância e Paz – relato

Bem, estou devendo um comentário sobre o evento de Brasília Infância e Paz, então aqui está.

Em primeiro lugar coloco a grande satisfação que tive em participar de um encontro cujo tema engloba algo que é tão visceral pra mim como o conhecimento sobre o início da vida e reconhecimento de sua importância para a vida futura e para a sociedade de modo geral.

Foram apresentadas iniciativas de sucesso na promoção da saúde da gestante e do bebê, como foi o caso da cidade de Canela (RS); A semana do bebê e a Primeira Infância Melhor. As experiências de sucesso no atendimento à primeira infância na França. Falou-se do projeto cegonha e seus princípios norteadores do atendimento à gestante. A importância da família e seu apoio ao longo da gestação para a saúde da mulher e do bebê. Ser mãe na adolescência. Houve uma vibrante apresentação sobre o cuidado com os bebês acompanhado de trechos do filme “O bebê é uma pessoa”; fantástico! etc.etc. Tantas apresentações interessantíssimas que não caberia aqui descrever, somente estando presente para compreender a dimensão das discussões.

Bem, pra mim, psicóloga em início de carreira, foi um banho extra de segurança e confiança no trabalho que acredito e que escolhi realizar com as gestantes, suas famílias e seus bebês. O que antes eu vivia como quase que um trabalho solitário na psicologia, hoje encontro eco nos diversos profissionais que lá encontrei (psicólogos, médicos, assistentes sociais, professores, políticos, etc.) de diversos lugares do Brasil.

Apenas um porém na minha opinião, o tema era “A mulher grávida, o bebê e a primeira infância na construção da saúde mental” se notarem há um pulo da mulher grávida para o bebê, o PARTO, a forma como se pare e como se nasce não entrou em discussão. Deixei como sugestão para a próxima semana, o debate sobre a assistência ao parto e nascimento, problematizando a realidade atual deste quadro marcada pela violência contra a mulher e o bebê.

Resta aguardar a Semana do ano que vem…

4º Semana da valorização da primeira infância e da cultura da paz

Na próxima semana irei neste importante evento em Brasília que tem como tema:

“A mulher grávida, o bebê e a primeira infância na construção da saúde mental”.

Prometo trazer notícias sobre as apresentações e discussões.

Clique na imagem para acessar mais informações.

Para uma vida bem vinda!

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