O Parto em Foco

Para todos envolvidos e interessados na discussão a respeito da assistência ao parto!

Nos encontramos lá!

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Infância e Paz – relato

Bem, estou devendo um comentário sobre o evento de Brasília Infância e Paz, então aqui está.

Em primeiro lugar coloco a grande satisfação que tive em participar de um encontro cujo tema engloba algo que é tão visceral pra mim como o conhecimento sobre o início da vida e reconhecimento de sua importância para a vida futura e para a sociedade de modo geral.

Foram apresentadas iniciativas de sucesso na promoção da saúde da gestante e do bebê, como foi o caso da cidade de Canela (RS); A semana do bebê e a Primeira Infância Melhor. As experiências de sucesso no atendimento à primeira infância na França. Falou-se do projeto cegonha e seus princípios norteadores do atendimento à gestante. A importância da família e seu apoio ao longo da gestação para a saúde da mulher e do bebê. Ser mãe na adolescência. Houve uma vibrante apresentação sobre o cuidado com os bebês acompanhado de trechos do filme “O bebê é uma pessoa”; fantástico! etc.etc. Tantas apresentações interessantíssimas que não caberia aqui descrever, somente estando presente para compreender a dimensão das discussões.

Bem, pra mim, psicóloga em início de carreira, foi um banho extra de segurança e confiança no trabalho que acredito e que escolhi realizar com as gestantes, suas famílias e seus bebês. O que antes eu vivia como quase que um trabalho solitário na psicologia, hoje encontro eco nos diversos profissionais que lá encontrei (psicólogos, médicos, assistentes sociais, professores, políticos, etc.) de diversos lugares do Brasil.

Apenas um porém na minha opinião, o tema era “A mulher grávida, o bebê e a primeira infância na construção da saúde mental” se notarem há um pulo da mulher grávida para o bebê, o PARTO, a forma como se pare e como se nasce não entrou em discussão. Deixei como sugestão para a próxima semana, o debate sobre a assistência ao parto e nascimento, problematizando a realidade atual deste quadro marcada pela violência contra a mulher e o bebê.

Resta aguardar a Semana do ano que vem…

Workshop para gestantes Vida Bem Vinda

RODA MATERNA e MAMA MIA se unem para promover este trabalho. Abaixo seguem os temas abordados:

Domingo, dia 15 de maio de 2011.

De 14h30min às 17h30min

Módulo I (14h30min-15h50min)

 A Gestação: desenvolvimento e transformações (na mãe e no bebê);

 O Parto: ecologia, preparação, opções, mitos;

-Trabalho com técnicas corporais: relaxamento e consciência corporal

 ————————– Coffee-break (20 min.) —————————–

 Módulo II (16h10min-17h30min)

 Amamentação: importância física e psicológica (nutrição e vínculo);

 Cuidados com o bebê: ‘holding’, higiene, massagem

-Demonstração em bonecos (trazer boneca (o) para o trabalho)

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 Dirigido por:

Beatriz Maia (CRP 05/40469) Contato: (21) 9858-6417

Fabíola Costa (CRFono 10248) Contato: (21) 9899-4885

 

Local: Núcleo de Yoga Flor de Lótus- Rua Gavião Peixoto, 182, Center IV/sala 416 Icaraí-Niterói/RJ; Tel.: (21)2714-8302

Valor Total: 200 reais ou 100 reais por módulo (conforme interesse ou disponibilidade).

A importância do cuidado no pós-parto

Hoje dei uma palestra sobre esse tema e saí com a sensação de que a estrada é bem longa na direção de alguma mudança. Considerar a importância das primeiras experiências da vida do bebê para seu desenvolvimento saudável ainda parece que é uma conquista distante, distante dos olhos e do coração de algumas pessoas. Levar a sério as reais necessidades da gestante durante os nove meses e durante o parto também parece ser uma conquista ainda difícil. 

Mas como a persistência é válida e necessária nesse caso…

Ao nascimento do bebê, em sua primeira hora de vida é importante a amamentação, a troca de olhares com a mãe, o contato pele com pele, o calor do corpo, enfim, somente estar com a mãe. Se o bebê nasce saudável, não há justificativa para que seja separado de sua mãe, ela é e continua a ser seu ambiente, seu mundo. Essa proximidade ainda é fundamental para o sistema imunológico do bebê, na medida em que são os antígenos presentes na mãe, portanto conhecidos do bebê (defesa adquirida seja na gestação ou na amamentação) que primeiro habitarão seu intestino, formando a flora intestinal, tão fundamental à saúde física do ser humano.

Estes são somente alguns exemplos de benefícios do cuidado atento e informado no pós-parto imediato.

Depois…bebê saudável e mãe saudável…cuida-se de auxiliar e apoiar a mãe, seja nas tarefas de casa ou em seus conflitos e/ou alegrias, para que ela possa se dedicar ao seu(ua) filho(a). Desta forma, é importante realçar as potencialidades e a autoconfiança da mulher.

Esse é um recado importante a todos que rodeiam, que são próximos à mãe e ao bebê. 😉

[…]

Mães pós-graduandas conquistam o direito à licença maternidade

Gente, queria compartilhar aqui essa  grande notícia!

A partir de agora as mães que fazem pós-graduação têm o direito à licença maternidade de até quatro meses com o pagamento das bolsas, desde que o parto ocorra durante o período de vigência do benefício. A decisão é da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), de acordo com a Portaria 220, publicada no dia 12 deste mês. O benefício é válido para todas as modalidades de bolsas.  

A concessão da licença maternidade às bolsistas atende a uma reivindicação da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) desde seu 1º Encontro Pensando Gênero e Ciência, em 2006, quando as participantes aprovaram a recomendação de que a licença maternidade fosse estendida às bolsistas do sistema CAPES/MEC e CNPq/MCT. 

A Ministra Nilcéa Freire encaminhou estas recomendações à direção dos dois órgãos, sugerindo a concessão destes benefícios. A conquista é também da Associação Nacional dos Pós-Graduandos que fez recorrentes campanhas reivindicando a extensão do pagamento.

Cientistas brasileiras podem exercer a maternidade sem desvantagem

A SPM reiterou a antiga demanda da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), da Coordenação da Área de Saúde Coletiva do Conselho Técnico-Científico da Educação Superior sugerida pela representação da ABRASCO – Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva no Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM). Esta demanda também faz parte do Projeto de Lei 2315/2003 do Deputado Jorge Bittar (PT/RJ) que no artigo 5, que trata desta questão. 

Para a economista Hildete Pereira de Melo, coordenadora do Programa Mulher e Ciência na SPM, a decisão permite que as futuras cientistas brasileiras possam exercer a maternidade, que esta não seja um fator que as coloque em situação de desvantagem em suas carreiras e sim uma opção a que todas as mulheres têm direito.

(Fonte: http://www.sepm.gov.br/noticias/ultimas_noticias/2010/11/maes-pos-graduandas-conquistam-o-direito-a-licenca-maternidade)