Papo de Mãe – Intercorrências na gestação (vídeos 1, 2 e 3)

Confira os vídeos do programa em que participei. Apesar dos cortes da edição, deu pra passar o recado 😉

Orgonomy UK – CORE

Compartilho aqui a página sobre gestação e parto do site do meu querido mestre Peter Jones, orgonomista e parteiro.

Acesse aqui o site: CORE

O diferencial da Orgonomia no trabalho com gestantes

Devo dizer que, pelo que percebo em meu dia a dia, alguns trabalhos direcionados às gestantes são quase sempre orientados por uma divisão entre explicações estéreis dos fatos, ginástica corporal, uma fala rápida sobre os aspectos emocionais que podem ser vivenciados neste período, etc. Uma hora se explica os acontecimentos, outra hora se trabalha o corpo e outra hora ainda se fala das emoções. A partir desta constatação, venho pontuar o diferencial da abordagem orgonômica em contraponto a estas outras abordagens existentes. Este diferencial se constitui no caráter global da abordagem, onde o corpo, as experiências, as emoções, a fala (…) são considerados como expressões de um só fenômeno, o ser.

 Aquela forma de trabalhar compartimentalizada desvela um pensamento de base positivista ou mecanicista da ciência que pressupõe uma separação entre mente e corpo, ou a divisão do homem que proporcionou o que hoje vemos como a extrema especialização profissional. Este pensamento sustenta uma antiga visão do ser humano, como uma máquina. Esta máquina ao apresentar problemas ou um mau funcionamento deveria ser tratada ou consertada por partes, numa atitude reducionista. Esta mesma atitude nos remete ainda (e não devemos nunca esquecer) os interesses das indústrias farmacêuticas em reforçar e manter este paradigma que norteia o pensamento Ocidental relacionado ao conceito de doença.

Ora, tal atuação deve no mínimo ser vista com estranhamento, com a possibilidade de reconhecermos as limitações dessas abordagens no mundo atual. Digo mundo atual, pois hoje muito se tem discutido sobre o que é a Ciência, o status que ela possui na sociedade e que linhas de pensamento a orientam, contextualizando politicamente, historicamente a sua prática.

A Ciência que preconiza a objetividade e a neutralidade em seu método, cujo objeto contraditoriamente é o ser humano, está cada vez mais perdendo seu reinado. É o que podemos ver nas produções de Edgar Morin, sobre o Pensamento Complexo ou nos escritos de Bertalanffy na Teoria dos Sistemas, Fritjof Capra sobre a mudança de paradigmas, etc. (para dar exemplos sem pretender esgotar a enorme lista de autores que contribuíram para essa discussão).

A Teoria Reichiana ou Orgonomia, em consonância com o novo paradigma científico, é um campo de conhecimento holístico, que considera o caráter biológico, psicológico, social e energético do homem e ao tratar o período da gestação ao puerpério se utiliza deste olhar. Portanto, o trabalho da Orgonomia com gestantes oferece uma visão global e sensível sobre um ser complexo que deve ser considerado como tal.

Este trabalho não é um mero exercício corporal nem tão pouco uma psicoterapia profunda, mas um trabalho que visa o bem estar da mulher gestante (e conseqüentemente de seu bebê) e a busca da saúde global partindo do princípio no qual mente e corpo são uma unidade funcional.

Doenças da infância?

Ao falar sobre as doenças “características” da infância, devemos atentar para a relação com o desenvolvimento psicoemocional da criança, nos afastando assim do olhar mecanicista ainda muito presente na área da saúde (embora já esteja ocorrendo o processo de transformação para o paradigma humanista que já considera unidade entre o funcionamento mente-corpo).

As cólicas, febres, otite, catapora, doenças nas vias respiratórias, etc., desequilíbrios tão comuns na infância, correspondem ao processo de desenvolvimento e adaptação do ser em seu meio ambiente. Podemos citar como base para esta afirmação a importante e respeitada contribuição do  médico e filósofo francês Georges Canguilhem,  que em suas obras, coloca-se contra a visão reducionista, mecanicista e técnica da medicina em relação ao organismo. Ele defende a possibilidade de considerar o organismo na relação direta com o ambiente que está inserido contando com suas particularidades e complexidade. Canguilhem considera a vida normativa, na medida em que esta institui normas, e as normas orgânicas humanas variam de acordo com a cultura pela relação essencial entre psique-soma.

Segundo Canguilhem, o estado de doença constitui uma norma de vida inferior, incapaz de se transformar em outra norma de vida, e o doente seria aquele que teria perdido a capacidade normativa (ou de transformação) por não poder mais instituir normas diferentes sob novas condições. Esta descrição se aproxima do conceito elaborado por Reich de couraça, que é o resultado de um padrão rígido de comportamento que limita e impede a expressão genuína de pensamentos, sentimentos e sensações.

Portanto, para entender o aparecimento dessas doenças deve-se atentar para o ambiente em que a criança vive, sua história de vida e relação/contato com os pais e/ou seus cuidadores dentro de uma proposta interdisciplinar, onde o médico, o psicólogo e outros profissionas da saúde compartilham seu conhecimento a fim de oferecer um atendimento integral. A Orgonomia (campo vasto que compreende medicina, psicologia, meteorologia, biologia, etc.) propõe esse olhar único e diferenciado em busca do auxílio à saúde e bem estar da criança e o meio onde vive, busca compreender as respostas de cada criança para certas situações, entendendo o enquadre cultural das relações em nossa sociedade.

Psicologia Pré-natal – David Chamberlain

Introdução à vida antes do nascimento

Através de várias “janelas” de observação, nós agora podemos ver – pela primeira vez na história da humanidade- o que realmente acontece no útero. Temos boas notícias e más notícias.

Não podemos mais pensar que a placenta protege o bebê de qualquer mal que ocorre no corpo da mãe, ou que o corpo da mãe pode proteger o bebê de coisas ruins que acontecem em seu mundo. Mãe e bebê enfrentam juntos os perigos do ar, água e terra comprometidos pelos resíduos químicos da química e física modernas. Os pais são talvez os últimos a aprender (e seus filhos os primeiros a sofrer) sobre esta trágica realidade da vida moderna.

A poluição vem de muitas fontes, a começar pelo ambiente físico em torno da mãe e do pai. Numerosos produtos químicos livres no ambiente os alcançam no local de trabalho, na garagem ou nos produtos de limpeza da cozinha. Solventes, metais, pesticidas, preservativos, fumaças (gases), e várias formas de radiação são capazes de interferir na reprodução. A poluição química também chega até nós pelo atendimento médico, através de drogas que são receitadas e que podem colocar em risco o bem-estar do bebê na barriga. Alguns medicamentos, como a aspirina, são perigosos no parto, assim como alguns anestésicos poderosos. Não muito tempo atrás, um sabão antibacteriano usado largamente em hospitais e dispostos em áreas públicas foi descoberto – após anos de uso- como sendo ‘neurotóxico’.

Os pais também podem ser uma fonte de contaminação e danos ao bebê na barriga em conseqüência de seus hábitos pessoais e escolha de estilo de vida. Drogas consideradas inofensivas a adultos podem ser prejudiciais aos bebês por que eles não são capazes de lidar com estes agentes químicos em doses destinadas a adultos. A nicotina, a cafeína e a aspirina, substâncias presentes e comuns na vida adulta, podem afetar o curso do crescimento e desenvolvimento dos bebês. Os efeitos danosos do álcool são conhecidos há séculos e pesquisas mais recentes (2005) advertem que nenhum nível de álcool é seguro para a gestante. Todas estas descobertas revelam a profunda importância de começar a pensar e começar a ser pai e mãe não a partir do nascimento do bebê, mas antes mesmo da concepção, quando é possível evitar uma série de sérios problemas.

Uma razão adicional para que os pais comecem a exercer esta função já na concepção, é a descoberta de que os bebês no útero se desenvolvem mais rapidamente do que era previamente considerado possível.

A partir do segundo mês de gestação, experimentos e observações revelam um bebê ativo, com um sistema sensorial que se desenvolve rapidamente e permite uma excelente sensibilidade e responsividade. Muito antes do desenvolvimento de avançadas estruturas cerebrais, os bebês são vistos interagindo um com o outro e aprendendo com a experiência. Eles parecem especialmente interessados no vasto ambiente que é provido pelo pai e pela mãe, e reagem a vozes individuais, histórias, música, e a simples jogos de interação com os pais. A qualidade do ambiente uterino é determinada principalmente pelos pais.

As oportunidades dos pais de estabelecerem um relacionamento com o bebê no útero são significativas e extraordinárias. Isto contrasta fortemente com a visão anterior de que os bebês no útero não tinham capacidade para interagir, lembrar, aprender, ou dar significado a suas experiências.

Apenas uma década atrás, os médicos costumavam dizer aos pais que conversar com o bebê na barriga era inútil e irreal. Agora há uma enormidade de evidências sobre memória e aprendizagem no útero e sobre uma comunicação precoce, bem desenvolvida, anterior ao estágio da linguagem. Estas habilidades do bebê na barriga sustentam os sucessos relatados em uma série de experimentos científicos em estimulação pré-natal e vínculo. Elas também são a base de histórias pessoais ocasionalmente compartilhadas por crianças e adultos sobre suas experiências anteriores ao nascimento.

Tradução do texto escrito por David Chamberlain, Ph.D – é um psicólogo pioneiro na Psicologia Pré e Perinatal e um dos fundadores da APPAH / The Association for Prenatal and Perinatal Psychology & Health.

FONTE: http://www.birthpsychology.com/lifebefore/index.html

Grupo de gestantes

Abertas as inscrições para o grupo de gestantes!

O grupo funciona em um encontro semanal de uma hora e meia de duração. O objetivo é trabalhar questões acerca da gestação, parto e pós-parto, a fim de esclarecer dúvidas, trabalhar com o corpo, compartilhar histórias e acolher sentimentos.

Com o intuito de trazer luz a esse período, para que seja vivido de forma consciente pela mãe e por quem mais estiver envolvido, alguns temas são tratados e algumas informações são ressaltadas. Técnicas de trabalho corporal são propostas em busca do bem estar e saúde da dupla mãe-bebê.

Venha participar e enriquecer a sua experiência e a do grupo!

Avise para as mamães que conhecer! Você pode contribuir com o bem estar delas e assim, oferecer o primeiro presente para esses bebês que vão nascer!

Vagas limitadas.

Local: Núcleo de Yoga Flor de Lótus – Tel.:21 27148302

Contato: 21 98586417 / rodamaterna@gmail.com

Olá!

A Roda Materna surgiu da intenção de criar um movimento, uma ação de incentivo e reverência à experiência da maternidade, especialmente à maternidade ativa,consciente.

Espero que esse movimento, por menor que seja,  comece e reverbere como quando uma pedra é jogada em um lago provocando uma ressonância infinita. Isto porque acredito que a mudança na sociedade, tão desejada hoje em dia por tantas pessoas (como eu e talvez como você), só se torna possível ao olharmos para o início da vida. Todos nós, indiscutivelmente, chegamos a esse mundo através da concepção, da vida no útero e do parto, motivo suficiente para nos voltarmos a tal período da vida. E hoje, podemos dizer que é enorme o número de pesquisas acerca da psicologia e medicina pré e perinatal que confirmam a importância do trabalho de promoção de saúde e prevenção no início da vida do ser humano. Estes recentes estudos científicos reforçam um conhecimento tão antigo quanto nos mostra o registro da história da humanidade, de que a concepção, a gestação e o parto devem ser tratados como momentos de crucial importância para as pessoas envolvidas, a sociedade, a humanidade.

Wilhelm Reich, grande contribuidor da Psicologia, chamou este trabalho de prevenção da neurose, impedindo ao máximo possível que esta se perpetue de pais para filhos, para que as gerações futuras possam ter  um desenvolvimento mais saudável. Desta forma o trabalho com os pais antes da concepção, ou mesmo já na gestação é fundamental para que isto aconteça. Segundo este autor, este é o trabalho que realmente vale a pena ser feito na vida. 

Michel Odent, obstetra francês mundialmente conhecido, diz que este é o caminho para mudar o mundo.

E eu, concordando com estes dois grandes autores, quero dar minha humilde contribuição e fazer parte deste ‘pequeno’ projeto de mudar o mundo (rsrs).

Espero que o fluxo do movimento desta roda seja constante e repleto de energia, vibrante!

Grande abraço,

Beatriz.

Próxima Entradas mais recentes